Ás vezes permito minha mente de fugir
A fuga nem sempre mente, traz ilusão...
É descanso, afastamento, desconstrução
É a pausa num tempo que não nos deixa sentir
Quando o afeto afeta
Quando a inclusão exclui
Quando o húmus umidece demais
e afoga a humildade
Quando submerso, só se faz olhar pro alto
É a luz, é o ar, é a imensidão prometida..
O que parece tão distante...
Muitos chamam de deus!
Se submerso, nada!
Porque a água te exprime, te exige, te provoca, te causa...
A luz do alto... nada!
O ar tá longe, a luz desfoca.
(...)
segunda-feira, 9 de abril de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Perde-se criança
Perde-se criança.
Perde-se criança para a pressa da vida.
Perde-se a lucidez quando o lúdico custa caro...
Perde-se criança quando a demanda prioriza,
Perde-se vidas quando o produto se torna raro.
Perde-se criança quando a violência completa a infância.
Infância infame! De embalagem colorida e conteúdo ausente
Tão novo no mundo mas na escola presente! Funciona infância falida...
Não há tempo para bolas, cordas e cores;
Amadurece-se com sexo, produtos e dores.
Infância infâame em instituições das 08h as 18h
Frações e frases entre a violência do coito
A família refletida após a novela das 20h.
Alfabeta cedo, pois o mundo muda
Primeira infância, violência muda!
Não corre, não chora, não suja, não pergunta.
Olha pra frente, absorve, aceita e estuda! Insere-se!
Estuda e se forma! Insere-se!
Emprego, carreira, Insere-se!
Carro e família constitua!
Insinere-se!!
Perde-se criança entre empregos e noitadas;
Perde-se criança para a TV ligada...
Perde-se criança se ela não abre seu presente,
Assassina-se a infância se seu momento for ausente.
Perde-se criança em escolas, ruas e certezas,
Perde-se sonhos quando a violência está na mesa
Perde-se pessoas, profissionais, professores...
Formam-se gerações frias, inexpressivas, sem amores...
Perde-se a criatividade para idealizar a liberdade!
Perde-se partido...
Parte-se perdido!
Perde-se criança para a pressa da vida.
Perde-se a lucidez quando o lúdico custa caro...
Perde-se criança quando a demanda prioriza,
Perde-se vidas quando o produto se torna raro.
Perde-se criança quando a violência completa a infância.
Infância infame! De embalagem colorida e conteúdo ausente
Tão novo no mundo mas na escola presente! Funciona infância falida...
Não há tempo para bolas, cordas e cores;
Amadurece-se com sexo, produtos e dores.
Infância infâame em instituições das 08h as 18h
Frações e frases entre a violência do coito
A família refletida após a novela das 20h.
Alfabeta cedo, pois o mundo muda
Primeira infância, violência muda!
Não corre, não chora, não suja, não pergunta.
Olha pra frente, absorve, aceita e estuda! Insere-se!
Estuda e se forma! Insere-se!
Emprego, carreira, Insere-se!
Carro e família constitua!
Insinere-se!!
Perde-se criança entre empregos e noitadas;
Perde-se criança para a TV ligada...
Perde-se criança se ela não abre seu presente,
Assassina-se a infância se seu momento for ausente.
Perde-se criança em escolas, ruas e certezas,
Perde-se sonhos quando a violência está na mesa
Perde-se pessoas, profissionais, professores...
Formam-se gerações frias, inexpressivas, sem amores...
Perde-se a criatividade para idealizar a liberdade!
Perde-se partido...
Parte-se perdido!
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
mais ou menos isso...
Desarme seus sorriso e suas verdades
Ausente teu corpo da preguiça dominante
Desapegue da matéria e da vaidade
Perceba-te responsável por tudo, a todo instante
Não é o governo quem vai mudar
Não é o homem quem vai inventar
Não é a ciência quem vai apontar
Não é Deus quem vai te guiar
A única certeza que nos deve palpitar
É o sentimento de felicidade interna
E não a encontraremos plenamente
Enquanto houver fome, ganância e guerra
O único caminho que nos cabe buscar
É o da sensação de liberdade eterna
Enfrentar as consequências é o que nos faz mudar
A crença de que a mudança necessária é externa
Tudo vem de dentro pra fora
É você quem pede, o universo devolve
O que vem de fora pra dentro
É necessário filtrar, nem tudo se absorve
Limpar a sujeira, começa nos pensamentos
Perceba o mau que causas ao próximo
Antes de lamentar as injustiças do mundo
Mudar as maneiras, começa nos julgamentos
Ausente teu corpo da preguiça dominante
Desapegue da matéria e da vaidade
Perceba-te responsável por tudo, a todo instante
Não é o governo quem vai mudar
Não é o homem quem vai inventar
Não é a ciência quem vai apontar
Não é Deus quem vai te guiar
A única certeza que nos deve palpitar
É o sentimento de felicidade interna
E não a encontraremos plenamente
Enquanto houver fome, ganância e guerra
O único caminho que nos cabe buscar
É o da sensação de liberdade eterna
Enfrentar as consequências é o que nos faz mudar
A crença de que a mudança necessária é externa
Tudo vem de dentro pra fora
É você quem pede, o universo devolve
O que vem de fora pra dentro
É necessário filtrar, nem tudo se absorve
Limpar a sujeira, começa nos pensamentos
Perceba o mau que causas ao próximo
Antes de lamentar as injustiças do mundo
Mudar as maneiras, começa nos julgamentos
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Onde atuo? Pra quem? Como?
Talvez não seja minha hora de sentir, se jogar, de apostar
Talvez não seja minha hora de permitir, de conhecer, de arriscar
Talvez não seja minha hora de descobrir sozinha, deixar transbordar
As ondas que me inquietam; as possibilidades de ser todas que habitam em mim. Talvez devesse estar preparando a mim e ao em torno. Preparar-me fisicamente, pois meu interno é um constante sentir. Absorvo o que não é meu e o torno orgânico, e tomo pra mim, trago ao meu domínio. E domino!
Qual será, e se haverá o momento? ...
Talvez não seja no tearo
Talvez não seja em aula
Talvez não seja no cinema,
na dança,
na carreira
que eu não tenho. Vem pra vida que mantenho.
Sinto a dor, sinto o medo, sinto o êxtase, sinto o pulsar o tempo todo. Da ânsia de viver e no desejo de morrer. No sublime superar, no suave desistir. É tudo tão vivo, tão meu.... Me falta palco,
Me falta direcionamento,
Me falta a loucura de não permitir que o externo me limite. Onde é possível se não tenho no teatro
no ensaio, na experiência, nos olhos fechados, no cair no chão
Palpita a dor, o riso. Palpita a solidão, as festas, as drogas, a saúde, o sexo, a frigidez e o desejo contido, preso. Palpitam os desejos imundos, o peso, a moral. Palpita a projeção de que nada é meu. Palpitam as vidas...
O corpo incha, não suporta mais.
A imagem turva, gira, a mão dói, o barulho atormenta.
O cabelo, o corte, o ânus, o nariz, a cervical, o dedão do pé, o ...
Relaxamento, o êxtase, o orgasmo mental.
O ar entra passeia e sai.
Eu vivo constantemente a mudança e disfarço para não ultrapassar os limites das expectativas alheias. Eu sinto muito, vivo aos poucos. Para que a mudança não seja um choque . Se torne uma reflexão.
Tudo que me calo, me palpita. Nem sempre sai bonito! MAS SAI! Pra mim,
de mim,
em mim VOLTA!
É constante, é o ar, é o respirar. Só não faço barulho, porque
talvez não seja minha hora....
Talvez não seja minha hora de permitir, de conhecer, de arriscar
Talvez não seja minha hora de descobrir sozinha, deixar transbordar
As ondas que me inquietam; as possibilidades de ser todas que habitam em mim. Talvez devesse estar preparando a mim e ao em torno. Preparar-me fisicamente, pois meu interno é um constante sentir. Absorvo o que não é meu e o torno orgânico, e tomo pra mim, trago ao meu domínio. E domino!
Qual será, e se haverá o momento? ...
Talvez não seja no tearo
Talvez não seja em aula
Talvez não seja no cinema,
na dança,
na carreira
que eu não tenho. Vem pra vida que mantenho.
Sinto a dor, sinto o medo, sinto o êxtase, sinto o pulsar o tempo todo. Da ânsia de viver e no desejo de morrer. No sublime superar, no suave desistir. É tudo tão vivo, tão meu.... Me falta palco,
Me falta direcionamento,
Me falta a loucura de não permitir que o externo me limite. Onde é possível se não tenho no teatro
no ensaio, na experiência, nos olhos fechados, no cair no chão
Palpita a dor, o riso. Palpita a solidão, as festas, as drogas, a saúde, o sexo, a frigidez e o desejo contido, preso. Palpitam os desejos imundos, o peso, a moral. Palpita a projeção de que nada é meu. Palpitam as vidas...
O corpo incha, não suporta mais.
A imagem turva, gira, a mão dói, o barulho atormenta.
O cabelo, o corte, o ânus, o nariz, a cervical, o dedão do pé, o ...
Relaxamento, o êxtase, o orgasmo mental.
O ar entra passeia e sai.
Eu vivo constantemente a mudança e disfarço para não ultrapassar os limites das expectativas alheias. Eu sinto muito, vivo aos poucos. Para que a mudança não seja um choque . Se torne uma reflexão.
Tudo que me calo, me palpita. Nem sempre sai bonito! MAS SAI! Pra mim,
de mim,
em mim VOLTA!
É constante, é o ar, é o respirar. Só não faço barulho, porque
talvez não seja minha hora....
Considerações sobre a prática do Ator - III
O Ator deve ter a disponibilidade, a oportunidade, a coragem e o desprendimento de se jogar no seu próprio buraco negro, e o diretor é quem deve trazê-lo de volta quando necessário.
O Ator que interrompe ou nunca se quer se permite tal mergulho, não exerce com honestidade e lealdade a profissão escolhida. É como boicotar as próprias escolhas... beira o suicídio!
Não há espaço para o ator que mergulha, não aqui, neste mercado. Não sei no mundo, mas vejo onde atuo, sei do que sinto e o que me palpita. A profissão exercida aqui é como um biólogo que, por amor à vida, justifica o "sacrifício" de milhares de vidas. Se mata por amar, para amar. O Ator aqui se suicida em cada trabalho vendido, por cada godo cachê pagos por grandes dominadores, que retêm a veracidade do nosso trabalho.
O Ator não deve viver para o externo, deve-se permitir estar sempre presente consigo mesmo. O Ator deve enfrentar suas sujeiras, sua falta de caráter, sua inveja, seu odor, sua secreção, seu ódio. O Ator deve dominar, racionalmente, seu amor, seu tesão, sua compaixão, suas amizades, sua fé.
Pois é a única profissão cujas ferramentas de trabalho não são palpáveis, não são definidas e só são compreendidas quando compartilhadas.
Compartilhar não faz o outro sentir o que você sente. Isso é sempre individual, particular... Compartilhar é troca de referencias para que a busca se amplie, e ela não cessa nunca.
O Ator que interrompe ou nunca se quer se permite tal mergulho, não exerce com honestidade e lealdade a profissão escolhida. É como boicotar as próprias escolhas... beira o suicídio!
Não há espaço para o ator que mergulha, não aqui, neste mercado. Não sei no mundo, mas vejo onde atuo, sei do que sinto e o que me palpita. A profissão exercida aqui é como um biólogo que, por amor à vida, justifica o "sacrifício" de milhares de vidas. Se mata por amar, para amar. O Ator aqui se suicida em cada trabalho vendido, por cada godo cachê pagos por grandes dominadores, que retêm a veracidade do nosso trabalho.
O Ator não deve viver para o externo, deve-se permitir estar sempre presente consigo mesmo. O Ator deve enfrentar suas sujeiras, sua falta de caráter, sua inveja, seu odor, sua secreção, seu ódio. O Ator deve dominar, racionalmente, seu amor, seu tesão, sua compaixão, suas amizades, sua fé.
Pois é a única profissão cujas ferramentas de trabalho não são palpáveis, não são definidas e só são compreendidas quando compartilhadas.
Compartilhar não faz o outro sentir o que você sente. Isso é sempre individual, particular... Compartilhar é troca de referencias para que a busca se amplie, e ela não cessa nunca.
Considerações sobre a prática do Ator - II
Começando pela semiótica, vou definir, para não perder a linha de raciocínio, a minha ideia, a minha interpretação de ATOR.
O atual começa saindo de fora, voltando pra dentro.
Demora para entender que suas certezas são relevantes e insignificantes quanto a de cada ser humano deste mesmo mundo. Que dirá se considerarmos cada ser vivo...
Desmontar a personalidade,a persona que se demora tanto a descobrir, que nos é tão cobrada desde a escolinha...
Desconstruir nossas verdades, desconfiar de nosso deus, desmascarar nossos pais, desconstituir nossos gostos...
Desafiar nossas seguranças, imundar nossos senso de estética. Enxergar, aceitar, não mudar, não criticar, não opinar, não achar...
Jogar no chão todas as ferramentas e nossas bases de comparação.
Desarmar medos, certezas, fé... Se despir da roupa, da moral
Se permitir, não se importar com nada EXCETO entender e dominar o que REALMENTE se sente.
A viagem pra dentro é complexa e infinita! E dominar a trilha pra fora é o desafio.
Quando se jogar, sem que precisemos pensar na volta? Eis o papel do diretor!
O atual começa saindo de fora, voltando pra dentro.
Demora para entender que suas certezas são relevantes e insignificantes quanto a de cada ser humano deste mesmo mundo. Que dirá se considerarmos cada ser vivo...
Desmontar a personalidade,a persona que se demora tanto a descobrir, que nos é tão cobrada desde a escolinha...
Desconstruir nossas verdades, desconfiar de nosso deus, desmascarar nossos pais, desconstituir nossos gostos...
Desafiar nossas seguranças, imundar nossos senso de estética. Enxergar, aceitar, não mudar, não criticar, não opinar, não achar...
Jogar no chão todas as ferramentas e nossas bases de comparação.
Desarmar medos, certezas, fé... Se despir da roupa, da moral
Se permitir, não se importar com nada EXCETO entender e dominar o que REALMENTE se sente.
A viagem pra dentro é complexa e infinita! E dominar a trilha pra fora é o desafio.
Quando se jogar, sem que precisemos pensar na volta? Eis o papel do diretor!
Considerações sobre a prática do Ator - I
A prática do ator não deve ser rotineira.
Exceto pelo hábito da leitura e exercícios físicos, a fim de manter as ferramentas sempre renovadas, o ator não deve se entregar a uma rotina repetitiva, que conforte atividades repetitivas, tornando ações e reações mecânicas.
O ator deve procurar atividades novas, que esforce o corpo e a mente, que os empurre ao novo, ao desconhecido. Fazer com que a comunicação entre o interno e o externo seja uma conversa constante e desafiadora. Assim, o ator estará sempre disponível ao novo, desfavorecendo o medo em se arriscar, provocando e permitindo a reação natural ao novo. O ator deve buscar o desconforto constante, dúvidas inacabadas.Respostas geram outras dúvidas, e este ciclo é eterno.
A beleza nas dificuldades da profissão no Brasil, está também em obrigar o ator a procurar novas oportunidades para pagar as contas... Meses trabalhando em bar, bicos em escritórios, baba, animadores recreacionistas, office boy...
O mundo é repleto de laboratórios, prioridades, verdades e falta de escolhas permeiam a vida de todas, assim como das personagens, mas NUNCA na vida do ator.
Exceto pelo hábito da leitura e exercícios físicos, a fim de manter as ferramentas sempre renovadas, o ator não deve se entregar a uma rotina repetitiva, que conforte atividades repetitivas, tornando ações e reações mecânicas.
O ator deve procurar atividades novas, que esforce o corpo e a mente, que os empurre ao novo, ao desconhecido. Fazer com que a comunicação entre o interno e o externo seja uma conversa constante e desafiadora. Assim, o ator estará sempre disponível ao novo, desfavorecendo o medo em se arriscar, provocando e permitindo a reação natural ao novo. O ator deve buscar o desconforto constante, dúvidas inacabadas.Respostas geram outras dúvidas, e este ciclo é eterno.
A beleza nas dificuldades da profissão no Brasil, está também em obrigar o ator a procurar novas oportunidades para pagar as contas... Meses trabalhando em bar, bicos em escritórios, baba, animadores recreacionistas, office boy...
O mundo é repleto de laboratórios, prioridades, verdades e falta de escolhas permeiam a vida de todas, assim como das personagens, mas NUNCA na vida do ator.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Ordem pra qual progresso?
E viram no Ipiranga, às ruas largas
Um povo explorado e pedante
Assistem a rede globo e seus múltiplos
Os seus programas sujos e irritantes
Qual o preço, da igualdade?
Não sabemos onde ir, mas vamos fortes
A ilusão, da liberdade
Desafia a nossa fé, nos leva a morte
Ó Pátria rica,
Assassinada,
Salve, Salve!
Brasil um sonho triste, roubo lícito
Com novela e BBB o povo desce
Desvio, morte, fome viram ímpeto
Na nossa imprensa suja que enaltece
Empresas que destroem a natureza
Deixando nossos índios pele e osso
E teu futuro espelha esta tristeza
Terra explorada
Entre outras mil
És tu Brasil
Terra comprada
Os filhos deste solo
A fé pariu
Pátria cega,
Brasil!
Sentado eternamente aos domingos
O ibope ilustra o tom do jogo imundo
Empresas vêm do norte da América
A fim de explorar um novo mundo
À sua terra, já corrompida
Traz emprego, exploração e bem mais dores
Nossos homens, têm mais vida
Nossas vidas no teu bolso mais horrores
Ó Pátria rica,
Assassinada,
Salve, Salve!
Brasil, de amor eterno mude o símbolo
De um luxo que ostentas no estrelato
E diga ao verde escasso desta flâmula
Paz no futuro, insanos no passado
Mas se acatas a ganância, gera morte
Verás os filhos teus só na labuta
Uns protegendo índios, outros porte
Terra explorada
Entre outras mil
És tu Brasil
Terra comprada
Os filhos deste solo
A fé pariu
Pátria cega,
Brasil!
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Conforto Incômodo
To aqui, assistindo Gandhi neste dia de chuva... E me perguntando se temos a mesma coragem perante nosso senso de justiça que tiveram os indianos e os africanos motivados por Mahatma... Temos a indignação, temos reclamações, temos mortos, temos fome... Será que haveria uma motivação maior para que quebrássemos nossos cartões de crédito, encerrássemos nossas contas, queimasse nossas carteiras de trabalho a fim de provar que não concordamos com o sistema que nos rege?? Ou a maioria dos meus "amigos" estão satisfeitos? Pois trabalham em multinacionais, ganham salários satisfatórios para uma vida social estável, conseguiram comprar seus próprios carros!!!
No fundo, acho que é fato que só queremos mudar de lugar...
Hoje me pergunto qual o luxo que me conforta a tal ponto, de me fazer confortável perante as injustiças cotidianas, tão e tão perto... Quais os prazeres que me fecham os olhos perante o desconforto do outro. O que me faz agir como se os problemas não fossem meus...
Parada frente a mim mesma, percebo minhas ações no limite do que me é permitido, limite imposto em um contexto que me enoja!!
Talvez eu precise respeitar meu tempo, mas saber que este tempo é a falta de tempo de muitos me deixa numa jaula psicológica.
Só pretendo fazer as coisas bem feitas. Na hora certa. No contexto escolhido pelo meu coração, pois haverá o dia em que este me sufocará mais do que as tranqueiras que me confortam.
No fundo, acho que é fato que só queremos mudar de lugar...
Hoje me pergunto qual o luxo que me conforta a tal ponto, de me fazer confortável perante as injustiças cotidianas, tão e tão perto... Quais os prazeres que me fecham os olhos perante o desconforto do outro. O que me faz agir como se os problemas não fossem meus...
Parada frente a mim mesma, percebo minhas ações no limite do que me é permitido, limite imposto em um contexto que me enoja!!
Talvez eu precise respeitar meu tempo, mas saber que este tempo é a falta de tempo de muitos me deixa numa jaula psicológica.
Só pretendo fazer as coisas bem feitas. Na hora certa. No contexto escolhido pelo meu coração, pois haverá o dia em que este me sufocará mais do que as tranqueiras que me confortam.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Da Lágrima ao Mar
A que parte dos teus olhos nus
Envoltos de um líquido salgado
Sustenta teu corpo que produz
Um grito mudo e angústiado
Num ar contido e sufocado
A pressão que te impulsiona
É interrompida pelo peso lançado
Nos pés, o que tensiona
É em resposta à um organismo
Que não se adapta no espaço
Em vão, insistem e batem seus braços
E na beleza lenta do movimento
Adormecem quietos os órgãos
No corpo triste que chega em seu leito.
Envoltos de um líquido salgado
Sustenta teu corpo que produz
Um grito mudo e angústiado
Num ar contido e sufocado
A pressão que te impulsiona
É interrompida pelo peso lançado
Nos pés, o que tensiona
É em resposta à um organismo
Que não se adapta no espaço
Em vão, insistem e batem seus braços
E na beleza lenta do movimento
Adormecem quietos os órgãos
No corpo triste que chega em seu leito.
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