Quero escrever às pessoas que se julgam de bem, honestas e direitas e que discursam bordões como "Bandido bom é bandido morto" ou "Direitos Humanos a humanos direitos" e outras concepções de cabresto.
Quero também esclarecer ao meu próprio discurso, que pobreza não está relacionado com criminalidade ou vice versa. E convido aos que sentirem-se contemplados de alguma forma, à um estudo profundo sobre nossa história. Historicidade humana, história das civilizações, colonizações e tudo que estrutura o que temos e o que somos hoje. Pois quando olhamos pra trás entendemos o presente, e estando presente de maneira consciente, podemos criar o futuro.
Tais discursos partem de pessoas que acreditam ser boas, do bem e livres. Gozam de empregos cujo salários lhes pagam carros, casas, consumo e diversão. Sentem-se violentados quando agredidos por outro, que com arma, violência psicológica ou física, lhe arrancam um produto que custou-lhe tão caro.
Não. Ninguém tem o direito de arrancar nada de ninguém. Ninguém tem o direito de agredir ninguém.
Vejo apelos referente a maioridade penal, àqueles jovens que são capazes de roubar, agredir, estuprar, matar, que devem ser tratados como um adulto delinquente que rouba, agride, estupra e mata.
Não é a pobreza material que leva alguém a cometer tamanhas barbáries. Vemos com tamanha constância a criminalidade invadir famílias nobres, de rendas gordas. Por dinheiro, por ciúme, por desespero...
Não sei, não posso saber, não me cabe saber os motivos que levam alguém a cometer tanta violência para com o próximo. Mas sei que isso, toda esta barbaridade não se trata de fato isolado, de fato único. E me faz pensar se há a algo que não permita a formação íntegra das pessoas que as cometem. Quantas pessoas, nascem de fato, com tamanha perversidade? Quantas foram ou são crianças malignas, que torturam animais, que provocam brigas e desavenças? Penso que em algum momento da vida isto é brotado no ser.
Impossível avaliar casos de pessoas que não conheço. Amplio então, meu olhar a uma sociedade que exige e impõe regras bruscas e que, se não seguidas, as consequências são piores. Somos adestrados a termos comportamentos semelhantes. Estudamos para entrar numa roda gigante que de tão grande, não nos permite ver quem a controla. E não se pode descer, exceto se arriscar pular. Mas há tanta gente nesta roda gigante! Uns sentados, tranquilos. Outros tentando sentar, se capacitando. Outros pendurados nas grades, também tentando sentar. Mas há aqueles que nem sabem porque estão lá! Por que rodam rodam, sem sair do lugar? Por que não se pode escolher outro brinquedo? Por que não se pode rodar no chão? Por que esta roda, acelera e não pára para que as pessoas que não querem brincar, saiam e dê espaço aos que creem nesta roda? E nem aos que aceitam estar na grade, nos ferro, podem se adaptar por lá! Não pode!! Atrapalha o rodar!
As cadeiras não estão aqui como conforto material, mas de conforto mental e tranquilidade de vida. Numa roda onde todos querem e deveriam poder gozar da mesma tranquilidade. Sem risco de cair.
Na sociedade, me refiro às pessoas que não se adaptam às regras impostas, se perdem num buraco fundo nelas mesmas, cavado cada vez mais por aqueles que, confortáveis, se incomodam com as perguntas. Os confortáveis têm medo da mudança, então optam por tirar de suas vistas as dúvidas e as ausências de respostas que podem provocar tamanha indignação aos outros que equilibram a roda. Deixam tudo como está e retiram de alguma forma, de qualquer forma, aqueles que não se adaptam. Mesmo que os joguem lá do alto! E tudo ainda vem com cobrança: "Por que não se adapta? É vagabundo? Luta pela tua cadeira!!" Se orgulha: "Eu trepei ferro a ferro até chegar aqui!" Fica, aos que se cavam, a dúvida do tempo que se perde, das escolham que se faz, o medo de não conseguir, o desespero por não ser. Por não fazer parte.
Não há espaço aos que precisam se entender, se buscar, para refletir se quer rodar! Somos obrigados a rodar! Somos obrigados a lutar por uma cadeira, para que possamos envelhecer sentados e em segurança. E nos cabe defender esta cadeira aos nossos próximos, e pra isso fechar os olhos aos que não aguentam mais trepar em ferro. Fechar os ouvidos para as perguntas de quem têm dúvida e para os gritos dos que caem. Cruzar os braços para não pôr um estranho em seu espaço. Deveriam ao menos, fechar também a boca! Para que engulam suas omissões, seus preços e não cobrem do outro aquilo que se quer brota no seu peito.
É um ato de desespero pedir para matar àquele que afetou tua integridade.
Falta atos de compaixão para entender se a integridade do outro não fora afetada para que ele chegue ao ponto de querer-te morto.
Falta empatia para entender porque um objeto, hoje, vale mais que uma vida. E vale mais que a vida de quem morre, e mais que a vida de quem mata.
Falta senso para perceber que, se outro está doente, você nunca terá paz. Pois dividimos o mesmo espaço, o mesmo ar, a mesma água...
Se criou objetivos de vida que não são verdadeiros nas vidas de todos.
Se criou a obrigatoriedade de aceitá-los. A consequência de nos permitir questionar, entender.
Não temos escolhas, e aos que se perdem entre a dúvida do que ser, numa sociedade que ninguém é, cabe a exclusão para não atrapalhar aqueles que aceitam ser o que tanto trabalha para ter.
Falta ser humano ao bicho homem.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
Crônica Irônica
"De súbito, ela caiu. Se apoiava cansada sobre a pia da cozinha, depois de chorar por um dia inteiro uma tristeza que não a pertencia, que apenas lhe invadiu e se instalou no peito. Seu olhar havia levado seus pensamentos em uma estrada estreita e brumosa, onde não se via mais nada na imensidão do branco. Não se ouvia mais nada... E num súbito, ela caiu! Caiu em prantos, com uma dor insuportável, que tentava arrancar às unhas, cavocando o próprio peito, abrindo fissuras na própria garganta. Seus olhos inchados já não suportavam mais tamanha produção lacrimal. E chorou! Chorou aos berros, aqueles cujo arranhar nas pregas vocais se faz com o resto de ar que há entre os órgãos, que apoia as vísceras. Sua avó, com seus oitenta e seis anos, mal sabia o que fazer. Mal suportava nos braços o peso da neta. Foi violentada pelo choro, envergonhando a menina que sofria sem argumentos.Como entender que a dor é do outro? Como explicar que tamanha tristeza não te pertence? Seu choro cessou ao abraço forçado da avó e seu corpo inóspito esparramou apoiando sobre as pedras geladas fixas no chão da cozinha. Seus olhos perdiam-se na busca de alguma razão. O ar não transitava em seu corpo. Não saía. Não entrava. Sem ar não há voz. Sentiu-se pela primeira vez imbuída de silêncio. Mas sua voz gritava num vácuo imposto. Que dor sufocava seu centro. Que grito amarrado e condenado à pressão silenciosa do ar se debatia em seu centro. Em alguns minutos, a menina levantou e foi tomar banho, deixando a velha de olhos arregalados, sentada sem jeito no chão. Com custo, a velha chegou ao telefone e buscou chamar sua filha, mãe da menina, morta há sete anos. Sem domínio do moderno aparelho, sem domínio de suas emoções, sem domínio do presente...
Nada como a força da água para lavar a alma e incentivar águas paradas. A menina chora. Chora agora o choro que é seu, nascido da incompreensão de uma dor avassaladora que lhe calou a gratidão e lhe embranqueceu as cores da vida."
Nada como a força da água para lavar a alma e incentivar águas paradas. A menina chora. Chora agora o choro que é seu, nascido da incompreensão de uma dor avassaladora que lhe calou a gratidão e lhe embranqueceu as cores da vida."
quinta-feira, 14 de março de 2013
Só transforma quem quer
Sopra ao sangue suga cego
sempre só, que seja sozinho.
Supera ao silêncio tardio
tratando de travar trevas e tretas aos
Tatus bolas bolando balaios e babados
Bancando bêbados sem culpa
Caretas, carentes, consumo e gula.
Grudam, giram gomas, gelatinas
Geleias sintéticas, sintetizam
sentimentos superados
pela urgência supra em sermos algo além de nós mesmos.
Embalagens bonitas, belas bostas
Corpos ocos copos ocres
Cucas carecas por dentro tão pobres
Palavras pomposas, posturas, poderes, papaias
Patadas dos podres poderes presos pela ganância
gritante e grudante de grana.
Garantia de emprego emprega prego que não pensa no alcance do trabalho.
Trabalho treta de trazer transformações totais, transcendentais, transexuais, terrenas e sociais.
Sozinhos sonhamos sem saber que sonhos sozinhos não transformam ninguém.
Então voa ao vento ave risonha
Que em teu bando encontra a solidão.
Deixa distante dores medonhas
Vaza as nuvens, aos meus olhos, feitas de algodão
Rebenta rédea, fura a firma firme feito furão
E alcança a fumaça bruma que impede a visão.
Porque a liberdade não cabe na palma da mão.
sempre só, que seja sozinho.
Supera ao silêncio tardio
tratando de travar trevas e tretas aos
Tatus bolas bolando balaios e babados
Bancando bêbados sem culpa
Caretas, carentes, consumo e gula.
Grudam, giram gomas, gelatinas
Geleias sintéticas, sintetizam
sentimentos superados
pela urgência supra em sermos algo além de nós mesmos.
Embalagens bonitas, belas bostas
Corpos ocos copos ocres
Cucas carecas por dentro tão pobres
Palavras pomposas, posturas, poderes, papaias
Patadas dos podres poderes presos pela ganância
gritante e grudante de grana.
Garantia de emprego emprega prego que não pensa no alcance do trabalho.
Trabalho treta de trazer transformações totais, transcendentais, transexuais, terrenas e sociais.
Sozinhos sonhamos sem saber que sonhos sozinhos não transformam ninguém.
Então voa ao vento ave risonha
Que em teu bando encontra a solidão.
Deixa distante dores medonhas
Vaza as nuvens, aos meus olhos, feitas de algodão
Rebenta rédea, fura a firma firme feito furão
E alcança a fumaça bruma que impede a visão.
Porque a liberdade não cabe na palma da mão.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Falta a ausência da ansiedade em tudo que me formei.
Não me pergunte por que eu choro
Porque eu não sei porque a paciência se afastou de mim
Não sei onde se escondeu a calma dos primeiros passos
Sei que corri em uma direção e cheguei num mundo de palavras ricas, de significados provocativos
E me percebo turista, mas não quero sair. As palavras insistem por entendimentos e fico por lá,
me perdendo entre significados. Ah, quanto peso que faz sentir-me leve!
Quanta facilidade de expor a ferida sem escancarar a carne.
Quanta simplicidade ao expor a carne em pedaços, morta, com crença de vida. Está por todos os lados.
Claro que não quero voltar! Claro que temo às palavras ocas que decoram espaços empoeirados
Como é difícil à minha prepotência reconhecer-me no açougue. Não pertenço (ainda) a este lugar...
E em cada dança com os textos, me embriago acreditando que posso fingir morar aqui.
Logo a realidade me tomba, com o peso da gravidade.
E de fato, entre o real, ainda são todos pedaços. Pedaços que sobraram e se debatem com tanta força e privação, que não me soam atraentes. Mas suas escritas, seus domínios...! Que produção!
Reconheço-me tão perdida, e tão distante no meu próprio caminho.
Que de vagar, sigo de olhos fechados. E quando sinto uma mão, me permito chorar.
A confiança no outro, faz a minha respirar.
Falta a ausência da ansiedade em tudo que me formei.
Porque eu não sei porque a paciência se afastou de mim
Não sei onde se escondeu a calma dos primeiros passos
Sei que corri em uma direção e cheguei num mundo de palavras ricas, de significados provocativos
E me percebo turista, mas não quero sair. As palavras insistem por entendimentos e fico por lá,
me perdendo entre significados. Ah, quanto peso que faz sentir-me leve!
Quanta facilidade de expor a ferida sem escancarar a carne.
Quanta simplicidade ao expor a carne em pedaços, morta, com crença de vida. Está por todos os lados.
Claro que não quero voltar! Claro que temo às palavras ocas que decoram espaços empoeirados
Como é difícil à minha prepotência reconhecer-me no açougue. Não pertenço (ainda) a este lugar...
E em cada dança com os textos, me embriago acreditando que posso fingir morar aqui.
Logo a realidade me tomba, com o peso da gravidade.
E de fato, entre o real, ainda são todos pedaços. Pedaços que sobraram e se debatem com tanta força e privação, que não me soam atraentes. Mas suas escritas, seus domínios...! Que produção!
Reconheço-me tão perdida, e tão distante no meu próprio caminho.
Que de vagar, sigo de olhos fechados. E quando sinto uma mão, me permito chorar.
A confiança no outro, faz a minha respirar.
Falta a ausência da ansiedade em tudo que me formei.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Que minha indignação possas ser o combustível do meu Amor, nunca do meu ódio.
Que vergonha me arrebata quando eu esqueço, por um segundo, a beleza de se fazer o Bem.
Que vergonha quando permito que minha indignação me derrube, me impossibilitando de fazer o Bem.
Que vergonha quando as opiniões mesquinhas, cegas e egoístas me paralisam diante de fazer o Bem.
Quer vergonha sinto, ao ver o Bem, que todos estes os sentimentos egoístas e cegos me invadiram, me enfraqueceram, me derrubaram. Pois existem em mim.
Que vergonha me desviar do meu caminho por desacreditar no caminho do outro.
Acredito no Bem, no Amor e me perco quando julgo que as pessoas estão perdidas.
Julgamentos nos atrasam.
Vou permitir que as pessoas se afastem. Me permitir afastar.
Ceder-me ao desconhecido.
Que possas estrar sempre próximo do Bem. O Bem íntegro, sem hipocrisia.
Que possas ter força para afastar os que fingem o Bem
Que possas ter coragem de negar aos que trabalham excepcionalmente e só pelo próprio Bem.
Que minha indignação possas ser o combustível do meu Amor, nunca do meu ódio.
Que minhas dificuldades possam me transformar mais forte!
Assim seja!
Que vergonha quando permito que minha indignação me derrube, me impossibilitando de fazer o Bem.
Que vergonha quando as opiniões mesquinhas, cegas e egoístas me paralisam diante de fazer o Bem.
Quer vergonha sinto, ao ver o Bem, que todos estes os sentimentos egoístas e cegos me invadiram, me enfraqueceram, me derrubaram. Pois existem em mim.
Que vergonha me desviar do meu caminho por desacreditar no caminho do outro.
Acredito no Bem, no Amor e me perco quando julgo que as pessoas estão perdidas.
Julgamentos nos atrasam.
Vou permitir que as pessoas se afastem. Me permitir afastar.
Ceder-me ao desconhecido.
Que possas estrar sempre próximo do Bem. O Bem íntegro, sem hipocrisia.
Que possas ter força para afastar os que fingem o Bem
Que possas ter coragem de negar aos que trabalham excepcionalmente e só pelo próprio Bem.
Que minha indignação possas ser o combustível do meu Amor, nunca do meu ódio.
Que minhas dificuldades possam me transformar mais forte!
Assim seja!
quarta-feira, 6 de março de 2013
Quarta feira, três mortes
Nesta semana foram divulgadas as seguintes mortes: de um índio na Venezuela, que em luta pela preservação das terras frente aos interesses econômicos, foi assassinado numa emboscada, assim como seu pai que lutava pela mesma causa: A preservação das terras indígenas.
Do presidente Hugo Chávez que, tido como ditador comunista, buscou preservar as riquezas nacionais em nome do desenvolvimento interno, virando as costas ao que considero uma ditadura consumista ditada pelos norte americanos e acatada pela grande maioria das nações.
E do cantor, agora considerado poeta, Chorão. Vocalista de uma banda pop que fez a música da Malhação, programa interminável da rede globo.
Tenho visto mais frases do Chorão do que qualquer outra relacionada às questões políticas e sociais dos outros dois mortos. Numa cultura onde o entretenimento é mais valioso do que a política, as pessoas tendem a trabalhar pelo bem estar pessoal e não pelo desenvolvimento social.
As coisas se encaixam na minha cabeça! A procura por profissões rendáveis frente à busca em atuar com aquilo que se ama, onde o trabalho é voltado para o coletivo fica claro quando a preocupação está mais no bem estar do que no estar bem. Bem estar é momento, é individual. Estar bem é inserção, coletividade, contínuo.
Meus amigos virtuais se comovem mais com a morte de um cantor pop que não me diz nada, do que com a morte e assassinato de pessoas que viveram e trabalharam pela sociedade.O dinheiro é o fator chave disso tudo! Chávez incomodou por fatores econômicos, este índio foi assassinado por interesses econômicos e o Chorão nada tem a ver com a economia!
A tão falada e revoltante política do "Pão e Circo" continua com status de democracia. Você pode "escolher" seu trabalho. "Escolher" o que (dá) pra comer. "Escolher" seu entretenimento. Suas escolhas geram consequências.. Então não é culpa de ninguém se você escolhe ser professor, que todos sabem que ganha mal, que não tem retorno fácil, nem qualquer estrutura profissional. O "BUM" do momento é o petróleo brasileiro. Você pode escolher ser bioquímico, e estar inserido no mercado, ganhando bem.
Você pode escolher se alimentar de orgânicos, mas você precisa ganhar bem porque usar menos pesticida faz do produto mais caro do que o contaminado. Ou você pode tentar plantar, numa cidade cinza, de asfalto que sufoca a terra e ar que sufoca a planta. Daí você pode escolher não ter carro! Pega a bike e torce para que o motorista do ônibus esteja num bom dia e não te odeie por atrasar o trânsito. Mesmo que ele ganhe mal, more mal, durma mal... Ninguém tem culpa! É a escolha que faz parte da democracia!
DEMOCRACIA: Governo do povo; soberania popular; democratismo. 2-Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa do poder.”
Está aí então... Os princípios do povo!
Do presidente Hugo Chávez que, tido como ditador comunista, buscou preservar as riquezas nacionais em nome do desenvolvimento interno, virando as costas ao que considero uma ditadura consumista ditada pelos norte americanos e acatada pela grande maioria das nações.
E do cantor, agora considerado poeta, Chorão. Vocalista de uma banda pop que fez a música da Malhação, programa interminável da rede globo.
Tenho visto mais frases do Chorão do que qualquer outra relacionada às questões políticas e sociais dos outros dois mortos. Numa cultura onde o entretenimento é mais valioso do que a política, as pessoas tendem a trabalhar pelo bem estar pessoal e não pelo desenvolvimento social.
As coisas se encaixam na minha cabeça! A procura por profissões rendáveis frente à busca em atuar com aquilo que se ama, onde o trabalho é voltado para o coletivo fica claro quando a preocupação está mais no bem estar do que no estar bem. Bem estar é momento, é individual. Estar bem é inserção, coletividade, contínuo.
Meus amigos virtuais se comovem mais com a morte de um cantor pop que não me diz nada, do que com a morte e assassinato de pessoas que viveram e trabalharam pela sociedade.O dinheiro é o fator chave disso tudo! Chávez incomodou por fatores econômicos, este índio foi assassinado por interesses econômicos e o Chorão nada tem a ver com a economia!
A tão falada e revoltante política do "Pão e Circo" continua com status de democracia. Você pode "escolher" seu trabalho. "Escolher" o que (dá) pra comer. "Escolher" seu entretenimento. Suas escolhas geram consequências.. Então não é culpa de ninguém se você escolhe ser professor, que todos sabem que ganha mal, que não tem retorno fácil, nem qualquer estrutura profissional. O "BUM" do momento é o petróleo brasileiro. Você pode escolher ser bioquímico, e estar inserido no mercado, ganhando bem.
Você pode escolher se alimentar de orgânicos, mas você precisa ganhar bem porque usar menos pesticida faz do produto mais caro do que o contaminado. Ou você pode tentar plantar, numa cidade cinza, de asfalto que sufoca a terra e ar que sufoca a planta. Daí você pode escolher não ter carro! Pega a bike e torce para que o motorista do ônibus esteja num bom dia e não te odeie por atrasar o trânsito. Mesmo que ele ganhe mal, more mal, durma mal... Ninguém tem culpa! É a escolha que faz parte da democracia!
DEMOCRACIA: Governo do povo; soberania popular; democratismo. 2-Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa do poder.”
Está aí então... Os princípios do povo!
Ditadores Comunistas Maus!
Ditadores aqueles que preservam riquezas nacionais para que seus frutos sejam daquele povo.
Ditadores aqueles que preservam a comunicação limitada aos valores morais e de senso social.
Ditadores aqueles que colocam pessoas a frente de empresas.
Ditadores maus! Que alfabetizam toda uma população e compartilham a consciência que a liberdade de consumo é uma utopia.
Ditadores que fecham as portas para corporações globais e tentam reestabelecer os negócios locais.
Ditadores maus! Que calam a boca de quem vende a alma por dinheiro. Que fecham as portas à quem compra tudo a qualquer custo.
Ditadores maus tentam preservar valores que já ganharam preços.
Ah! Malditos sejam esse comunistas! Que tentam travar a todo custo o direito de alguns deterem o poder. Que tentam acabar com a exploração de trabalhos escravos tão bem rotulados de democracia. Que acham justo andar livremente entre as pessoas, sem qualquer segurança ou arma de fogo. Comunistas maus e feios! Que privam as pessoas ao acesso livre a internet, um veículo de comunicação global tão útil para inutilizar milhares de pessoas que ficam presas em frente suas telas, felizes e revoltadas, sempre manifestando opiniões tão ricas e embasadas! Que vergonha privar a população de se comunicar com o mundo antes que se organize a comunicação interna e social.
Invadamos estes pobres países pobres que não consomem McDonalds e tênis Nike. Pobres países pobres cujos presidentes ditadores preferem oferecer-lhes condições de vida digna à ser livre para escolher entre a pobreza ou a venda da alma. Invadamos com nossa tecnologia de ponta para mostrar-lhe a beleza da comunicação global como num comercial de margarina. Mostremos nossos blogs revoltosos, com textos mal escritos e sem fundamentos, exibindo a beleza da liberdade de expressão de um povo sedento de informações. A liberdade de se falar o que pensa e ignorar o outro, que pensa errado. A liberdade de imprensa que discute a "ética na tortura" numa página de jornal de domingo. A liberdade de expressão de um povo que vai as ruas exigindo ética política, honestidade com dinheiro público e não faz a maior diferença, exceto atrapalhar o caminho daqueles com compromisso pela cidade.
Que vergonha estes políticos livre entre a população! Que vergonha privar o mundo de usar seu petróleo, sua terra, sua água, seu povo para o desenvolvimento global das Américas.
Ditadores comunistas maus!
A liberdade de expressão é a característica da democracia. Todo mundo fala, ninguém ouve! Todo mundo escreve, ninguém lê. Então a gente capricha no visual, pra chamar a atenção daqueles que nos interessam. Mas o visual ideal muda a toda hora... Tenho que estar antenada às tendências!
Ditadores aqueles que preservam a comunicação limitada aos valores morais e de senso social.
Ditadores aqueles que colocam pessoas a frente de empresas.
Ditadores maus! Que alfabetizam toda uma população e compartilham a consciência que a liberdade de consumo é uma utopia.
Ditadores que fecham as portas para corporações globais e tentam reestabelecer os negócios locais.
Ditadores maus! Que calam a boca de quem vende a alma por dinheiro. Que fecham as portas à quem compra tudo a qualquer custo.
Ditadores maus tentam preservar valores que já ganharam preços.
Ah! Malditos sejam esse comunistas! Que tentam travar a todo custo o direito de alguns deterem o poder. Que tentam acabar com a exploração de trabalhos escravos tão bem rotulados de democracia. Que acham justo andar livremente entre as pessoas, sem qualquer segurança ou arma de fogo. Comunistas maus e feios! Que privam as pessoas ao acesso livre a internet, um veículo de comunicação global tão útil para inutilizar milhares de pessoas que ficam presas em frente suas telas, felizes e revoltadas, sempre manifestando opiniões tão ricas e embasadas! Que vergonha privar a população de se comunicar com o mundo antes que se organize a comunicação interna e social.
Invadamos estes pobres países pobres que não consomem McDonalds e tênis Nike. Pobres países pobres cujos presidentes ditadores preferem oferecer-lhes condições de vida digna à ser livre para escolher entre a pobreza ou a venda da alma. Invadamos com nossa tecnologia de ponta para mostrar-lhe a beleza da comunicação global como num comercial de margarina. Mostremos nossos blogs revoltosos, com textos mal escritos e sem fundamentos, exibindo a beleza da liberdade de expressão de um povo sedento de informações. A liberdade de se falar o que pensa e ignorar o outro, que pensa errado. A liberdade de imprensa que discute a "ética na tortura" numa página de jornal de domingo. A liberdade de expressão de um povo que vai as ruas exigindo ética política, honestidade com dinheiro público e não faz a maior diferença, exceto atrapalhar o caminho daqueles com compromisso pela cidade.
Que vergonha estes políticos livre entre a população! Que vergonha privar o mundo de usar seu petróleo, sua terra, sua água, seu povo para o desenvolvimento global das Américas.
Ditadores comunistas maus!
A liberdade de expressão é a característica da democracia. Todo mundo fala, ninguém ouve! Todo mundo escreve, ninguém lê. Então a gente capricha no visual, pra chamar a atenção daqueles que nos interessam. Mas o visual ideal muda a toda hora... Tenho que estar antenada às tendências!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Com um pouco de coragem, silêncio não é omissão.
Há uma luz que conforta, aquece, queima, arde, arranca, rasga, expõe...
Aquilo que te faz amar, quando te faz engolir desrespeito, te faz questionar.
Questionar a si mesmo, o que se ama, o que se aceita...
"A paz que eu não quero para ser feliz" é aceitar por convívio social ou consideração, falas e comportamento que julgo o atraso da revolução mental, e consequentemente social, do ser humano.
O egoísmo, a ganância, o ódio, a intolerância.
Penso e repenso meus defeitos e sombras quando lembro quanto amor cultivo àqueles que agem de forma, ao meu ver, errada. Ao meu ponto de vista, posso lembrar de aceitar o tempo, as referências, a semiótica de cada um. Mas ao me sentir desrespeitada, ameaçada, confrontada, não cabe mais ao tempo do outro minha calma e paciência. Cabe ao meu questionamento quais são os valores que posso manter, melhorar e cultivar em mim daqui por diante.
Há algum tempo fingi não ouvir comentários racistas, reacionários, preconceituosos por virem daqueles que eu amava, daqueles que me recebiam. Hoje entendo que a barbárie se planta aí. Nestas palavras do próximo e no meu silêncio. Na minha presença omissa no cultivo do ódio, onde minhas lágrimas de indignação alimentam a distância da paz. E que o amor morre na mesma condição, quando o que se um dia admirou se dissolve em atos mesclados de familiaridade.
Se o amor prevalece, trabalhamos juntos na transformação de ambos. Mas não é possível transformar sozinho.
Não da pra deixar de amar com a mesma intensidade e velocidade que uma surpresa indigna, mas é possível sentir, quando passou, que um pouquinho de amor acabou. Vazando com o que um dia nasceu da admiração, da cumplicidade, da humildade, da troca... quando tudo evapora, percebe-se o amor tão isolado, em partículas tão pequenas, que qualquer vento o faz perder o sentido. É uma morte dupla!
Aquilo que te faz amar, quando te faz engolir desrespeito, te faz questionar.
Questionar a si mesmo, o que se ama, o que se aceita...
"A paz que eu não quero para ser feliz" é aceitar por convívio social ou consideração, falas e comportamento que julgo o atraso da revolução mental, e consequentemente social, do ser humano.
O egoísmo, a ganância, o ódio, a intolerância.
Penso e repenso meus defeitos e sombras quando lembro quanto amor cultivo àqueles que agem de forma, ao meu ver, errada. Ao meu ponto de vista, posso lembrar de aceitar o tempo, as referências, a semiótica de cada um. Mas ao me sentir desrespeitada, ameaçada, confrontada, não cabe mais ao tempo do outro minha calma e paciência. Cabe ao meu questionamento quais são os valores que posso manter, melhorar e cultivar em mim daqui por diante.
Há algum tempo fingi não ouvir comentários racistas, reacionários, preconceituosos por virem daqueles que eu amava, daqueles que me recebiam. Hoje entendo que a barbárie se planta aí. Nestas palavras do próximo e no meu silêncio. Na minha presença omissa no cultivo do ódio, onde minhas lágrimas de indignação alimentam a distância da paz. E que o amor morre na mesma condição, quando o que se um dia admirou se dissolve em atos mesclados de familiaridade.
Se o amor prevalece, trabalhamos juntos na transformação de ambos. Mas não é possível transformar sozinho.
Não da pra deixar de amar com a mesma intensidade e velocidade que uma surpresa indigna, mas é possível sentir, quando passou, que um pouquinho de amor acabou. Vazando com o que um dia nasceu da admiração, da cumplicidade, da humildade, da troca... quando tudo evapora, percebe-se o amor tão isolado, em partículas tão pequenas, que qualquer vento o faz perder o sentido. É uma morte dupla!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O silêncio do carnaval, as cores que ficaram, as máscaras que voltam
A cidade voltou a respirar seus ritmos frenéticos. Sua pulsação de construção, a indiferença de seu cinza...
A alegria em acordar, o sorriso ao olhar o próximo, a simpatia, paciência e euforia foram guardadas com a fantasia. Voltamos ao olhares de tédio entre filas de carros, rostos perdidos no trânsito de pessoas que buscam por conforto em meio ao que desconforta.
Foram dias em que árvores em V, estupradas pelos fios, me soaram mais verdes.
A força de suas raízes que empurram o concreto, lutando pela liberdade natural de Ser... Liberdade que lhes fora privada. Que fé e força há nestas árvores urbanas, que acariciam meus cabelos quando sorriu ao céu... É uma das mãos de Cernunnos, que abençoa àqueles que ainda sorriem ao seu lar, ao seu corpo. Toco seu tronco me permitindo que a firmeza de sustentação abençoe a minha gana de usufruir da força da gravidade, para manter-me pra cima, entregue ao vento.
Acabaram as marchinhas, o brilho, o amor sem limites
Fica a ressaca e o tédio do normal, à tudo que volta a ser como era...
Uma transformação fictícia, de fantasia postiça, que não têm força para esconder a armadura há tempos fundida, enraizada... como concreto que priva as as raízes de respirar a terra.
Sigo meu carnaval, que cessou por alguns dias, quando outros quiseram pular
Sigo pulando e cantando, jogando purpurina em caminhos abafados
Sigo me montando todos os dias, recebendo risos quebrados, de ofensas ou de beleza
Sigo acreditando na música que a natureza me canta todos os dias, destacando-se do barulho confuso que o homem faz.
Sigo sorrindo aos estranhos, acenando aos irritados, lutando como às arvores que querem manter-se seguras e livres em seus próprios lugares. Acariciando cabelos, permitindo toques, trocando amores pulverizados em olhares distantes... nos olhar longínquos de suas próprias raízes, que estranham suas próprias vontades.
Aqui, só começou de novo!!
A alegria em acordar, o sorriso ao olhar o próximo, a simpatia, paciência e euforia foram guardadas com a fantasia. Voltamos ao olhares de tédio entre filas de carros, rostos perdidos no trânsito de pessoas que buscam por conforto em meio ao que desconforta.
Foram dias em que árvores em V, estupradas pelos fios, me soaram mais verdes.
A força de suas raízes que empurram o concreto, lutando pela liberdade natural de Ser... Liberdade que lhes fora privada. Que fé e força há nestas árvores urbanas, que acariciam meus cabelos quando sorriu ao céu... É uma das mãos de Cernunnos, que abençoa àqueles que ainda sorriem ao seu lar, ao seu corpo. Toco seu tronco me permitindo que a firmeza de sustentação abençoe a minha gana de usufruir da força da gravidade, para manter-me pra cima, entregue ao vento.
Acabaram as marchinhas, o brilho, o amor sem limites
Fica a ressaca e o tédio do normal, à tudo que volta a ser como era...
Uma transformação fictícia, de fantasia postiça, que não têm força para esconder a armadura há tempos fundida, enraizada... como concreto que priva as as raízes de respirar a terra.
Sigo meu carnaval, que cessou por alguns dias, quando outros quiseram pular
Sigo pulando e cantando, jogando purpurina em caminhos abafados
Sigo me montando todos os dias, recebendo risos quebrados, de ofensas ou de beleza
Sigo acreditando na música que a natureza me canta todos os dias, destacando-se do barulho confuso que o homem faz.
Sigo sorrindo aos estranhos, acenando aos irritados, lutando como às arvores que querem manter-se seguras e livres em seus próprios lugares. Acariciando cabelos, permitindo toques, trocando amores pulverizados em olhares distantes... nos olhar longínquos de suas próprias raízes, que estranham suas próprias vontades.
Aqui, só começou de novo!!
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
dilui-se
Há algo pesado no ar
Com uma necessidade gritante de se dissolver
Deixar dissipar e em seus pedaços se perder
Sem o tédio do ridículo medo de sofrer
Há de se deixar pesar
Aquilo que é meu e devo carregar
Diluo no álcool partículas isoladas
Isolando o que não se pode (ainda) transformar
Me assola outras dores
afim de inferiorizar meus pavores
Me bate na cara a ironia
De ter criado meus próprios horrores
Acomodada, dou colo a mim mesma
Sofrendo de solidão inventada,
Clamando por situações criadas...
Entre meu direito de bagunçar o meu eu
E pedir ao externo que me acompanhe...
Isolo a festa cega entre pão e champanhe
...
Com uma necessidade gritante de se dissolver
Deixar dissipar e em seus pedaços se perder
Sem o tédio do ridículo medo de sofrer
Há de se deixar pesar
Aquilo que é meu e devo carregar
Diluo no álcool partículas isoladas
Isolando o que não se pode (ainda) transformar
Me assola outras dores
afim de inferiorizar meus pavores
Me bate na cara a ironia
De ter criado meus próprios horrores
Acomodada, dou colo a mim mesma
Sofrendo de solidão inventada,
Clamando por situações criadas...
Entre meu direito de bagunçar o meu eu
E pedir ao externo que me acompanhe...
Isolo a festa cega entre pão e champanhe
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