Tempestade sem aviso prévio, exceto por uma nuvem pesada porém desacreditada. Nuvem de espelho me exibindo egoísmo desfocado, brumas de incertezas que me impedem de parar.
Caminho assim, sem certeza de chegar.
Sei do que gosto , mas não alcanço atuar. Não com as exigências que almejo, com as palavras que cutucam.
Enxerguei há algum tempo que o que me impede tem a ver com que eu jogo. Não é mais buscar iguais, o que me soa adolescente, quase infantil. Preciso de quem me force a fechar os olhos para o que me forço ver; quem quem me faça ressignificar o meio, quem questione, quem se incomode, quem não se conforme...
Senti um dia dividir esta ansiedade em sala de aula, gerando conflitos revoltados, curiosidades engasgadas e a busca por resposta que mal sei se existem...Embarquei nesta e achei que poderia saciar minha ânsia, compartilhar injurias, construir novidades.
Me encontro por entre profissionais, de novo, sem ambições sociais, exceto por as mãos no próximo salário miserável. Atores e professores se boicotam por pouco, salvo exceções. PRECISO destas exceções.
Preciso de um tempo agora para germinar, eu vou brotar!
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
deus e a classe média
Na sensação de engolir culpa por ações curiosas, escolhas minhas que não podem carregar a falsa moral da ordem mundial. Moral definida por religiões esquizofrênicas, financiada por fieis apáticos, consumidores de corpos mortos, enfeitados de peles e ossos, portadores de palavras desestruturadas porém rápidas e fálicas como balas perdidas. Estas balas machucam! Mas não me pararão, pois meu caminho é interno. Meu objetivo é tirá-los de mim, impregnados como microcélulas que permeiam este mundo, pairando no ar de geração para geração, e que numa onda cagada compôs meu todo. Se são parte do meu todo, serão de minha matéria e não do que considero integridade. Partirão quando se aproximarem de orifícios que expurgam o que meu corpo rejeita e recebe o que eu aceito.
Eu não aceito ordens e regras vindo de amigo imaginário. Eu não aguento argumentos em nome deus.
Em nome de deus se justifica guerras, mortes, explorações, concentração de riquezas, fome, desequilíbrio social. Pessoas adormecem nas escadarias de catedrais esplendorosas; o Vaticano acumula uma quantidade estúpida de ouro e outros minérios; pastores exibem carros e fazendas entrando no mundo dos negócios. Política e produtos manipulam os gostares, as preferencias... Ninguém entende porque tanta violência? Ninguém entende porque tantas falcatruas e mentiras? Ninguém entende porque tanto trânsito??
Tem muita gente no mundo. Muita gente ocupada em ficar bonita e conseguir um emprego para pagar as prestações dos videogames. Muita gente feliz com a classe média crescendo... crescendo o número de consumidores=devedores do sistema. Compra, deve, o sistema funciona. Classe média é composta por aqueles que nunca vão pagar suas dívidas. Ela é o coração do capitalismo. Devedores e fieis. Consumidores e cristãos.
Cristo deve ter se arrancado da cruz ao ver as riquezas acumuladas em seu nome. Vergonha alheia!
Se Cristo voltasse morreria de fome nas escadas de uma igreja.
Se Datena existisse na época, pediria imagens ao vivo da crucificação enquanto classe média sofreria horrorizada em meio ao jantar processado, pronto pelo microondas.
Pelo R.S.I. de Lacan
Cansada frases prontas e atitudes ocultas devoradas por cotidianos sedentos de mesmice. Saio daqui para entrar em mim.
Cansada de escapismos em culpar o coletivo, o sistema, o papa, os outros... Escape do mundo correndo atrás de você.
Cansada do FaceBook exibindo pessoas perfeitas com desejo de um mundo pacífico e ao sair da vida on line me deparar com gente igual, competindo beleza num mundo violento, devorado pela fome, implodido pela ganância.
Cansada e vomito aqui, antes de dormir.
Cansada de mim hoje e durmo para renovar-me para amanhã!
Amanhã é dia de compartilhamentos, de trocas, de lembrar que o mundo simbólico é estruturado por um real ideológico. Que viver no imaginário, é preciso. Sempre será! É o imaginário que levará ao vento as estruturas hipócritas deste mundo real, o mesmo vento que elevará sua consciência para o mundo simbólico, o que é o verídico dentro de você. Então descubra-o! Desrelacione-o com o que entendeu que não faz parte de você e que é empurrado como essencial. Defina-o!
Aprendi que as fadas mordem... ;)
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
A angústia faz parte da vida... como sorrir faz parte do dia, abraçar faz parte da família, perder faz parte do amor.Não é negativo refletir a angústia, ela existe. Ignorá-la seria estupidez.
Não quero tentar entende o motivo do nó, quero que ele aperte, me torça até a última gota.
Que bom que hoje chove, tímido, mas chove.
A morte chegando na minha frente... divido assim o que me esmaga no peito com a força de fora que chega no pássaro. Muitos pássaros na minha vida em um ano. Mais mortes do que vidas. Angústia e morte não deveriam insistir em serem próximas. Chego então ao que preciso escrever: Ressignificação!
Tenho me esforçado em olhar especificidades que me fazem cegas às outras riquezas. Tenho insistido em entender situações e perco momentos. Passo muito tempo escolhendo palavras e perco pensamentos.
É necessário o processo de ressignificação.
Questionar o significado das coisas que são tão importantes.
Questionar as escolhas, as ações, o tempo relativo e tao propenso às questões. Eu nunca me permiti parar de questionar, mas temo ter dado certezas demais à situações que permitem relaxamento.
O pássaro está sobre a terra, num vaso branco. Tirei-o da gaiola para que não vivesse seus últimos momentos numa prisão. O pássaro não viveu numa prisão, fora livre! Mas machucou-se e algo o priva de voar... Comeu, caiu e não voa! Está sobre a terra agora, no vaso, entre plantinhas que parecem alecrins esparramados...
Não escolho palavras e elas desatam meu nó. Estou em processo de ressignificação e mal consigo entender o real conceito desta palavra. Como ressignificar, por entre meus pensamentos estruturados pela mesma base? É difícil permitir novos significados àquilo que consumiu tempo para que fosses uma certeza. Me desapego da certeza, então. Será este o exercício? Nem tenho muita certeza de nada... mal sei qual plano seguir da minha vida. Não quero então, nem ter a certeza de ter algo que me conforte e me permita não ter certeza. Desapego? Escrevo perante a morte... que começa a empurrar, como se de dentro pra fora... A respiração parece ter pressa para que passe por todo o corpo.. que não me parece ceder.
O corpo nunca cede! Mesmo que insistamos, ele não cede.
Passo tempo demais contando o que me parece importante, o que me propuseram a jogar e perco o urso dançando...
Entra Edith Piaf... entra em meu espaço, em minhas entranhas convidadas pelos ouvidos. Que possas me elevar ao espaço novo de ressignificações!
Meu tempo nos convida a sermos perdidos em nossas vidas! Acatamos ao que nos cala as respostas ou insistimos em busca-las por entre palavras perdidas e reações assustadas.
Não quero tentar entende o motivo do nó, quero que ele aperte, me torça até a última gota.
Que bom que hoje chove, tímido, mas chove.
A morte chegando na minha frente... divido assim o que me esmaga no peito com a força de fora que chega no pássaro. Muitos pássaros na minha vida em um ano. Mais mortes do que vidas. Angústia e morte não deveriam insistir em serem próximas. Chego então ao que preciso escrever: Ressignificação!
Tenho me esforçado em olhar especificidades que me fazem cegas às outras riquezas. Tenho insistido em entender situações e perco momentos. Passo muito tempo escolhendo palavras e perco pensamentos.
É necessário o processo de ressignificação.
Questionar o significado das coisas que são tão importantes.
Questionar as escolhas, as ações, o tempo relativo e tao propenso às questões. Eu nunca me permiti parar de questionar, mas temo ter dado certezas demais à situações que permitem relaxamento.
O pássaro está sobre a terra, num vaso branco. Tirei-o da gaiola para que não vivesse seus últimos momentos numa prisão. O pássaro não viveu numa prisão, fora livre! Mas machucou-se e algo o priva de voar... Comeu, caiu e não voa! Está sobre a terra agora, no vaso, entre plantinhas que parecem alecrins esparramados...
Não escolho palavras e elas desatam meu nó. Estou em processo de ressignificação e mal consigo entender o real conceito desta palavra. Como ressignificar, por entre meus pensamentos estruturados pela mesma base? É difícil permitir novos significados àquilo que consumiu tempo para que fosses uma certeza. Me desapego da certeza, então. Será este o exercício? Nem tenho muita certeza de nada... mal sei qual plano seguir da minha vida. Não quero então, nem ter a certeza de ter algo que me conforte e me permita não ter certeza. Desapego? Escrevo perante a morte... que começa a empurrar, como se de dentro pra fora... A respiração parece ter pressa para que passe por todo o corpo.. que não me parece ceder.
O corpo nunca cede! Mesmo que insistamos, ele não cede.
Passo tempo demais contando o que me parece importante, o que me propuseram a jogar e perco o urso dançando...
Entra Edith Piaf... entra em meu espaço, em minhas entranhas convidadas pelos ouvidos. Que possas me elevar ao espaço novo de ressignificações!
Meu tempo nos convida a sermos perdidos em nossas vidas! Acatamos ao que nos cala as respostas ou insistimos em busca-las por entre palavras perdidas e reações assustadas.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
P.a.l.a.v.r.a.s e conCeitos
De cara com o imediatismo, a ansiedade atropela a consideração por um passado construtivo. Das palavras que embasaram conceitos, ficam letras soltas, porém já significativas, com raízes fortes que transformam, mas não a partir da troca agora. Se faz necessário o retorno, para reestruturação das palavras e a troca acontece no conceito. Não falamos das mesmas coisas, mesmo quando usamos as mesmas palavras... Somos formados por contextos diferentes, que (re)interpretam o significado das coisas, das palavras, das pessoas.
Me enfraquece quando meus conceitos me parecem supervalorizados ou atropelados. Tento compreender o que acontece no processo do outro à me sentir ofendida... é tão difícil. É difícil acreditar que precisamos nos focar em nós mesmos, tentando conhecer e entender o que não conseguimos ser, e no convívio, na sociedade, tentar acreditar que não há maldade nas ações das pessoas, e buscar no contexto uma verdade dela que fora motivador para tal ação. É constante a entrada e saída de você mesmo na tentativa de viver bem em todos os sentidos, viver bem em sociedade.
A construção de frases, a escolha das palavras podem ser escolhidas, brincadas... E cada um brinca como quer, como pode, como entende. Até que joguemos o mesmo jogo, é necessário compartilhar regras e definir qual será caminho... Não dá tempo se ninguém parar de jogar um pouquinho...
Me enfraquece quando meus conceitos me parecem supervalorizados ou atropelados. Tento compreender o que acontece no processo do outro à me sentir ofendida... é tão difícil. É difícil acreditar que precisamos nos focar em nós mesmos, tentando conhecer e entender o que não conseguimos ser, e no convívio, na sociedade, tentar acreditar que não há maldade nas ações das pessoas, e buscar no contexto uma verdade dela que fora motivador para tal ação. É constante a entrada e saída de você mesmo na tentativa de viver bem em todos os sentidos, viver bem em sociedade.
A construção de frases, a escolha das palavras podem ser escolhidas, brincadas... E cada um brinca como quer, como pode, como entende. Até que joguemos o mesmo jogo, é necessário compartilhar regras e definir qual será caminho... Não dá tempo se ninguém parar de jogar um pouquinho...
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Não nascemos prontos, mas durante a vida se aprontam para que?
A desigualdade gerada pela ganância humana, numa visão global, me espanta.
O grito que mais me rasga me movimenta ao entendimento, inserção e na luta por retomada de valores, recuperação de qualquer coisa empática que possa existir no ser humano. Porque existe, eu sei que existe. Já vi, senti, presenciei, emocionei... fortaleceu!
Me emociono com pessoas que se dedicam às mudanças, ao outro, pelo direito que cada um tem de se fazer sujeito íntegro de sua própria história. E sigo na luta de me fazer inteira para poder contribuir com a integridade do outro. Vivemos em sociedade, devemos fazer isso. Aos que me estendem às mãos, me dirigem palavras construtivas, como numa cobrança oculta, me faz agir assim com àqueles que ao meu lado se manifestam. É a troca, é o compartilhar, é o crescer juntos pois vivemos juntos.
Quando a ética falta tão perto, logo aqui ao lado meu espanto é maior. Me enfraquece enxergar que o outro não tem mais qualquer significado, e o sentimento de que podemos melhorar é pisoteado por pessoas que optaram por profissões que deveriam auxiliar o desenvolvimento e a transformação humana, mas que são invadidas por sentimentos de indiferença e irresponsabilidade pelos próprios atos.
Me enfraquece ver nas ações do outro, a pobreza de alma e de intelecto protegidas por embalagens bonitas e rótulos escolhidos. Me enlouquece saber que ética, moral e qualquer coisa do gênero não pertence ao vocabulário, ao dia a dia de pessoas que assumem grandes responsabilidades sociais.
Penso em autonomia! Quão longe estamos da realidade em que cada individuo passa a ser sujeito, e é guiado pela própria consciência. Não por deus, leis, pais ou professores... Até porque estes já se mostram tão conflituosos com tais valores, que precisam de direcionamentos para saber como educar. Até deus mesmo, com inúmeros representantes em casa diferentes mas igualmente luxuosas definindo valores de cidadãos comuns. Cidadãos presos numa rotina massacrante, sobreviventes de suas faltas de escolhas e posturas, produtores de matérias supérfluas e de mais gente maquinárias. Cidadãos que escolhem suas profissões, trabalhos que exercerão para a sociedade em que vive por longos anos, com base no valor que lhe pagarão ao mês.
Quanto vale sua vida em prestações? Quanto vale sua omissão perante crianças e jovens que tomarão a direção em seu lugar? Quanto vale os dias em que se vive pro outro, pelo dinheiro que destroça a vida daqueles que você não vê? A responsabilidade de ser alguém nesta sociedade é tão grande que se escolhe ser ninguém, ser nada... mas com status refletido em carros, cargos e marcas.
Não nascemos prontos, mas durante a vida, se aprontam para que? Tento me preencher com valores tão escassos que questiono o que, como e porque me meti nesta!
O grito que mais me rasga me movimenta ao entendimento, inserção e na luta por retomada de valores, recuperação de qualquer coisa empática que possa existir no ser humano. Porque existe, eu sei que existe. Já vi, senti, presenciei, emocionei... fortaleceu!
Me emociono com pessoas que se dedicam às mudanças, ao outro, pelo direito que cada um tem de se fazer sujeito íntegro de sua própria história. E sigo na luta de me fazer inteira para poder contribuir com a integridade do outro. Vivemos em sociedade, devemos fazer isso. Aos que me estendem às mãos, me dirigem palavras construtivas, como numa cobrança oculta, me faz agir assim com àqueles que ao meu lado se manifestam. É a troca, é o compartilhar, é o crescer juntos pois vivemos juntos.
Quando a ética falta tão perto, logo aqui ao lado meu espanto é maior. Me enfraquece enxergar que o outro não tem mais qualquer significado, e o sentimento de que podemos melhorar é pisoteado por pessoas que optaram por profissões que deveriam auxiliar o desenvolvimento e a transformação humana, mas que são invadidas por sentimentos de indiferença e irresponsabilidade pelos próprios atos.
Me enfraquece ver nas ações do outro, a pobreza de alma e de intelecto protegidas por embalagens bonitas e rótulos escolhidos. Me enlouquece saber que ética, moral e qualquer coisa do gênero não pertence ao vocabulário, ao dia a dia de pessoas que assumem grandes responsabilidades sociais.
Penso em autonomia! Quão longe estamos da realidade em que cada individuo passa a ser sujeito, e é guiado pela própria consciência. Não por deus, leis, pais ou professores... Até porque estes já se mostram tão conflituosos com tais valores, que precisam de direcionamentos para saber como educar. Até deus mesmo, com inúmeros representantes em casa diferentes mas igualmente luxuosas definindo valores de cidadãos comuns. Cidadãos presos numa rotina massacrante, sobreviventes de suas faltas de escolhas e posturas, produtores de matérias supérfluas e de mais gente maquinárias. Cidadãos que escolhem suas profissões, trabalhos que exercerão para a sociedade em que vive por longos anos, com base no valor que lhe pagarão ao mês.
Quanto vale sua vida em prestações? Quanto vale sua omissão perante crianças e jovens que tomarão a direção em seu lugar? Quanto vale os dias em que se vive pro outro, pelo dinheiro que destroça a vida daqueles que você não vê? A responsabilidade de ser alguém nesta sociedade é tão grande que se escolhe ser ninguém, ser nada... mas com status refletido em carros, cargos e marcas.
Não nascemos prontos, mas durante a vida, se aprontam para que? Tento me preencher com valores tão escassos que questiono o que, como e porque me meti nesta!
terça-feira, 24 de julho de 2012
Este jogo começado perdeu a graça!
Eu não tenho vontade de mudar o mundo. Esta ambição é ilusória, fantasiosa!
Eu tenho vontade de fazer com que as pessoas percebam que elas podem mudar seus próprios mundos.
Não quero impor a minha verdade, forçar aos outros o que faz bem pra mim.
Quero poder mostrar que há escolhas e que conhecer o que se gosta é mais difícil do que parece. Requer um reencontro com você mesmo neste mundo de embalagens.
Não quero ensinar o que é certo ou errado, não tenho tal competência
Quero que os jovens não percam a ousadia de errar, ainda comum quando criança.
Torço para que não percam a sensação de ser ridículo, de cair, de fazer rir... Que não se afastem deste combustível.
Não tenho competência ou poder para quebrar um sistema que acredito não funcionar
Mas como a crença é minha, farei o possível para não depender dele, ou me armar suficientemente contra ele. Sem exércitos por perto, torço para que um cada perceba o exercito que possui em si. E nada disso é pago neste sistema... a retribuição é em outro nível!
Emano para que as pessoas percebam que o Poder não está na Posse, no Ter.
O Poder real está nas escolhas, nos olhares, nas atitudes
Que o Poder é nosso todos os dias e não damos a minima quando repetimos os mesmos passos todos os dias. Nós jogamos nossos poderes fora todos os dias, e deitamos pedindo por ele todas as noites.
Não posso viver sem dinheiro e não posso contra ele
Mas aprendi que a realização pessoal, o trabalho pelo todo e a compreensão de que milagres acontecem a todos os instantes, de algum forma, aproxima esta ferramenta para que possamos continuar.
Quando aprendemos que temos nosso lugar no mundo, e que este deve ser cultivado, não precisamos mais concorrer com ninguém, por nada.
Penso agora na imensidão deste mundo, seus oceanos cheios de vida, suas florestas cheias de mistério e me percebo limitada frente ao computador, sentada em casa. Você não se pergunta onde poderia estar agora? E pergunte-se em seguida, por que não?
Que sejamos fortes para não nos escondermos nos argumentos impostos, de mentira que inventaram pra gente, desde pequeno. É tanta gente jogando o mesmo jogo que ele me parece sério demais... E não é!
Eu tenho vontade de fazer com que as pessoas percebam que elas podem mudar seus próprios mundos.
Não quero impor a minha verdade, forçar aos outros o que faz bem pra mim.
Quero poder mostrar que há escolhas e que conhecer o que se gosta é mais difícil do que parece. Requer um reencontro com você mesmo neste mundo de embalagens.
Não quero ensinar o que é certo ou errado, não tenho tal competência
Quero que os jovens não percam a ousadia de errar, ainda comum quando criança.
Torço para que não percam a sensação de ser ridículo, de cair, de fazer rir... Que não se afastem deste combustível.
Não tenho competência ou poder para quebrar um sistema que acredito não funcionar
Mas como a crença é minha, farei o possível para não depender dele, ou me armar suficientemente contra ele. Sem exércitos por perto, torço para que um cada perceba o exercito que possui em si. E nada disso é pago neste sistema... a retribuição é em outro nível!
Emano para que as pessoas percebam que o Poder não está na Posse, no Ter.
O Poder real está nas escolhas, nos olhares, nas atitudes
Que o Poder é nosso todos os dias e não damos a minima quando repetimos os mesmos passos todos os dias. Nós jogamos nossos poderes fora todos os dias, e deitamos pedindo por ele todas as noites.
Não posso viver sem dinheiro e não posso contra ele
Mas aprendi que a realização pessoal, o trabalho pelo todo e a compreensão de que milagres acontecem a todos os instantes, de algum forma, aproxima esta ferramenta para que possamos continuar.
Quando aprendemos que temos nosso lugar no mundo, e que este deve ser cultivado, não precisamos mais concorrer com ninguém, por nada.
Penso agora na imensidão deste mundo, seus oceanos cheios de vida, suas florestas cheias de mistério e me percebo limitada frente ao computador, sentada em casa. Você não se pergunta onde poderia estar agora? E pergunte-se em seguida, por que não?
Que sejamos fortes para não nos escondermos nos argumentos impostos, de mentira que inventaram pra gente, desde pequeno. É tanta gente jogando o mesmo jogo que ele me parece sério demais... E não é!
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Anuncie aqui
(leia sorrindo. Você pode estar sendo observado)
Trocamos árvores por postes
Trocamos nuvens brancas por cinzas, pretas muito mais densas e com odores
Trocamos gente por máquinas, que trabalham em silêncio. Não pedem, não param, não comem.
Trocamos o azul do mar por longas manchas cinzas, pretas e materiais mais palpáveis
Trocamos terra por asfalto
Trocamos animais por embalagens
Trocamos valores (aqueles, morais) por matéria.
Transformamos qualquer coisa em comida!
Trocamos o sol por luz privada, só sua!! Branca, amarela, neon...
Trocamos mato por prédios.
Trocamos o tato, o olhar por uma quantidade considerável de petróleo transformado que vai te fazer ser quem você quiser, pra quem você quiser, em relações frias, sem dor, distantes mas tão reais... que todo mundo vai acreditar.
Transformamos sua preocupação com o outro em momentos gostosos e esquecíveis em mesas de bar
Transformamos suas crianças em seres baratos, produtivos e reprodutivos.
Transformamos o silêncio em sons fortes e diversificados.
Transformamos órgãos em tumores
Transformamos animais em brinquedos
Entretenimento em violência
Religião em guerra
Política em entretenimento, todos os dias, em sua casa.
Sentimentos por frases prontas
Relacionamentos por status sociais.
Alimentos por pílulas!
Trabalho por emprego!!
Dor por indiferença.
Pare de sofrer! Renda-se ao encantos transformadores do capitalismo moderno!
Entre em contato com SUA VIDA S/A e saiba mais!!
Trocamos árvores por postes
Trocamos nuvens brancas por cinzas, pretas muito mais densas e com odores
Trocamos gente por máquinas, que trabalham em silêncio. Não pedem, não param, não comem.
Trocamos o azul do mar por longas manchas cinzas, pretas e materiais mais palpáveis
Trocamos terra por asfalto
Trocamos animais por embalagens
Trocamos valores (aqueles, morais) por matéria.
Transformamos qualquer coisa em comida!
Trocamos o sol por luz privada, só sua!! Branca, amarela, neon...
Trocamos mato por prédios.
Trocamos o tato, o olhar por uma quantidade considerável de petróleo transformado que vai te fazer ser quem você quiser, pra quem você quiser, em relações frias, sem dor, distantes mas tão reais... que todo mundo vai acreditar.
Transformamos sua preocupação com o outro em momentos gostosos e esquecíveis em mesas de bar
Transformamos suas crianças em seres baratos, produtivos e reprodutivos.
Transformamos o silêncio em sons fortes e diversificados.
Transformamos órgãos em tumores
Transformamos animais em brinquedos
Entretenimento em violência
Religião em guerra
Política em entretenimento, todos os dias, em sua casa.
Sentimentos por frases prontas
Relacionamentos por status sociais.
Alimentos por pílulas!
Trabalho por emprego!!
Dor por indiferença.
Pare de sofrer! Renda-se ao encantos transformadores do capitalismo moderno!
Entre em contato com SUA VIDA S/A e saiba mais!!
e amanhã...
Eu não aguento mais ver dor
Não aguento mais ver desamor
Não aguento mais a indiferença e o medo de se comprometer com a própria vida.
Não aguento mais o conformismo
Não aguento mais o egoísmo
Não aguento mais a matéria ser mais importante que a essência.
Não aguento mais guerra de egos
Não aguento mais moda de eco
Quando nosso senso deveria ser ao menos, a preservação da espécie.
Correm atrás dos próprios rabos, preservando seu volume e brilho a se destacar na multidão
Quanto mais ralé e curto o do outro, mas abanam sem noção.
Sem objetivos sentidos, não se sabe mais o que quer ou o que gosta
Frente a tantas opções ocas, desejos fictícios e necessidades inventadas e acatadas.
Objetivos sem sentido quando estabelecemos qual o valor da parcela que nos compra a vida.
E vendemos a longas prestações, para um dia, já sem vida, usar o que não terá mais importância.
Atropelamos vidas ou pagamos para usufrui-las.
A minha vida sem preço, teme um futuro sem valor.
Tudo me parece tão longe de ser justo...
Não aguento mais ver desamor
Não aguento mais a indiferença e o medo de se comprometer com a própria vida.
Não aguento mais o conformismo
Não aguento mais o egoísmo
Não aguento mais a matéria ser mais importante que a essência.
Não aguento mais guerra de egos
Não aguento mais moda de eco
Quando nosso senso deveria ser ao menos, a preservação da espécie.
Correm atrás dos próprios rabos, preservando seu volume e brilho a se destacar na multidão
Quanto mais ralé e curto o do outro, mas abanam sem noção.
Sem objetivos sentidos, não se sabe mais o que quer ou o que gosta
Frente a tantas opções ocas, desejos fictícios e necessidades inventadas e acatadas.
Objetivos sem sentido quando estabelecemos qual o valor da parcela que nos compra a vida.
E vendemos a longas prestações, para um dia, já sem vida, usar o que não terá mais importância.
Atropelamos vidas ou pagamos para usufrui-las.
A minha vida sem preço, teme um futuro sem valor.
Tudo me parece tão longe de ser justo...
sábado, 30 de junho de 2012
muita coisa, pouca organização...
Até o silêncio tem me soado passivo.
As cenas que a vida me mostra não são dignas desta trava. Eles devem ser digeridas públicamente, pois se a própria existencia não mais se faz vista, minha indignação a fará notória.
Minha solidão improdutiva está constante e momentos indigestos também...
Não, não se coloca uma criança de quase um ano, sentada numa carroça sob o sol do meio dia, ao lado do corpo da mãe dormente, enquanto o pai procura por alumínio, ferro, papelão na tentativa de comercializar o que a sociedade descarta. Espera... eles não são parte da sociedade? Não formam o tal coletivo? A natureza da criança vai aceitar seu mundo como motivações e incentivos de vida, de processo de crescimento, de valores...
Vivo num mundo onde tudo que é usado, consumido, descartado é para uso exclusivo, personificado, egoísta. Sou de uma espécie que luta por si mesmo, com a consciência de que para suas conquistas é necessário mudar todo o externo e assim se segue. Os resultados justificam os meios, as mortes, a fome... é necessário esforço para o progresso. Progresso econômico...
A vida age, faz e mostra sem te perguntar se você está pronto. Você se faz pronto na necessidade...
As cenas que a vida me mostra não são dignas desta trava. Eles devem ser digeridas públicamente, pois se a própria existencia não mais se faz vista, minha indignação a fará notória.
Minha solidão improdutiva está constante e momentos indigestos também...
Não, não se coloca uma criança de quase um ano, sentada numa carroça sob o sol do meio dia, ao lado do corpo da mãe dormente, enquanto o pai procura por alumínio, ferro, papelão na tentativa de comercializar o que a sociedade descarta. Espera... eles não são parte da sociedade? Não formam o tal coletivo? A natureza da criança vai aceitar seu mundo como motivações e incentivos de vida, de processo de crescimento, de valores...
Vivo num mundo onde tudo que é usado, consumido, descartado é para uso exclusivo, personificado, egoísta. Sou de uma espécie que luta por si mesmo, com a consciência de que para suas conquistas é necessário mudar todo o externo e assim se segue. Os resultados justificam os meios, as mortes, a fome... é necessário esforço para o progresso. Progresso econômico...
A vida age, faz e mostra sem te perguntar se você está pronto. Você se faz pronto na necessidade...
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